31/10/2011 4:08 pm 0 comentários
5 livros para se tornar um bom conhecedor de vinhos – parte 2
Há algum tempo fiz um post com cinco dicas de bons livros sobre vinhos. Hoje apresento outras cinco dicas de leituras, ótimas para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre a bebida de Bacco e mergulhar de vez no mundo dos vinhos.
1) A arte de Degustar o Vinho – pelo melhor sommelier do mundo
O sommelier Enrico Bernardo faz uma viagem sensorial pelo mundo do vinho e mostra os processos da degustação e da apreciação de bons vinhos. Um livro rico em ilustrações e entrevistas com produtores importantes. É indicado para quem quer seguir as regras da degustação.
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2) Manual Didático do Vinho
Indicado para profissionais que estão começando a carreira na área, pois possui muitas informações técnicas e detalhes sobre terroir, o que pode cansar quem procura dicas práticas. Com um extenso volume de informações, esta é uma obra mais de consulta. É indicado para quem deseja se profissionalizar e quer muita informação.
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3) Borbulhas: tudo sobre champanhe e espumantes
Neste livro, o especialista Aguinaldo Zackia Albert conta as origens do champagne, métodos de elaboração e atuais técnicas de produção. Apresenta também as diversas facetas e estilos dos espumantes do velho e do novo mundo. No fim do livro, algumas tabelas mostram ainda a evolução do mercado deste tipo de vinho no Brasil e no mundo.
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4) Comida e Vinho, Harmonização Essencial
José Ivan Santos e José Maria Santana, dois feras quando o assunto é vinhos, se juntaram para facilitar a vida de quem deseja acertar na harmonização. O livro é bem detalhado, possui quadros e tabelas que explicam de forma prática os princípios e métodos de harmonização.
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5) Vinho do Céu à Terra
Fomentador da prática do cultivo e da vinificação de vinhos biodinâmicos, Nicolas Joly, expõe de forma didática e apaixonada sua opção pelo biodinamismo. Produtor do disputado branco Coulée de Serrant, Joly critica fortemente o uso intensivo de tecnologia na produção do mundo de vinho atual. Este livro não é indicado para iniciantes, pois há descrições de técnicas de processos como o ciclo das videiras, mas é um ótimo guia pra quem quer se aprofundar neste universo.
Enviado por: Natalia - Categoria: Indicações
21/10/2011 12:56 pm 0 comentários
Decantar ou Aerar o vinho?
Há algum tempo, fiz um post sobre a decantação, sua utilidade e maneira adequada de realizá-la. Decantar, em poucas palavras, significa separar a borra do vinho. É muito comum encontrarmos lugares e pessoas que confundem “decantar” e “aerar”, pois os dois procedimentos necessitam do decanter.
Mas qual a diferença?
Pois bem. Vinhos amadurecidos (há quem prefira dizer velhos), sobretudo tintos, criam sedimentos naturais, formados de partículas que vão se precipitando ao longo do tempo, formados principalmente por bitartarato de potássio.
Estas borras não causam nenhum mal, mas são desagradáveis. Para evitá-las é necessário decantar o vinho. Os vinhos modernos não precisam ser decantados, pois a maioria não possui borras. Mas em todos os catálogos de vinho, nos restaurantes, nos livros e revistas recomenda-se que ele seja decantado.
Eis aí a confusão. Os vinhos potentes, sobretudo os muito jovens, são melhorados quando recebem um pouco de oxigênio antes de serem degustados. Este procedimento não se chama decantação, mas sim aeração, que é realizado pelo mesmo instrumento, o decanter.
Então podemos afirmar que, por meio do decanter, realizamos duas operações: a decantação, que é a separação de sedimentos, e a aeração, ou exposição controlada do vinho ao oxigênio para que libere seus aromas.
O decanter é uma peça essencial para qualquer enófilo. Você pode encontrar uma ótima seleção de decanters de qualidade na Wine.com.br.
Enviado por: Natalia - Categoria: Acessórios
19/10/2011 10:36 am 0 comentários
Vinhos Yellow Tail agora na Wine.com.br
A Wine.com.br lança hoje os vinhos Yellow Tail. Elaborados pela família Casella, na pequena cidade de Yenda, na Austrália, eles chegam com a proposta de que vinhos de qualidade também podem ser divertidos e populares. A marca é a terceira mais vendida do mundo e a primeira nos Estados Unidos, país no qual ficou marcada por trazer os consumidores de cerveja para o mercado de vinhos.
Mas se engana quem pensa que, por ter essa proposta de popularização, os vinhos não são de qualidade. Toda a linha é extremamente agradável, fácil de beber e acessível. São perfeitos para quem ainda está começando a entrar no mundo da enologia. Com espírito jovem e descolado, esses vinhos têm tudo para repetir aqui o sucesso que fazem nos Estados Unidos.
Yellow Tail Chardonnay 2010
Vinho branco, equilibrado, com aroma e sabor frutado com notas de castanhas torradas. Textura cremosa, muito fresco e fácil de beber.
Yellow Tail Shiraz 2010
Tinto cheio de aroma e sabores de fruta, combinados com notas do carvalho e pimenta. É um vinho equilibrado, encorpado e fácil de beber.
Yellow Tail Cabernet Sauvignon 2010
Vinho tinto de taninos macios, oferece aromas de frutas maduras e notas de especiarias. Em boca é suave com boa concentração. Final agradável.
Enviado por: Natalia - Categoria: Indicações
5/10/2011 11:07 am 0 comentários
Os Vinhos Rosados
Muitos acreditam que os vinhos rosados não são de qualidade e que são resultado de uma mistura de vinho branco e vinho tinto, o que é um grande engano. Na verdade, só se elabora vinhos rosados a partir de uvas escuras. O que ocorre é que eles recebem um tipo especial de vinificação.
Acontece que a maceração pelicular, que para a produção de vinhos tintos dura semanas, para a elaboração de rosados é aplicada por algumas horas apenas. Logo no início da fermentação das uvas tintas, quando apenas uma pequena parcela de pigmentos foi dissolvida no mosto, as cascas são retiradas, deixando o líquido apenas rosado ou na cor cereja.
Retiradas as cascas, a fermentação continua, pois ainda há açúcar a ser transformado, mas a cor já está definida. Existe exceção quanto à mistura de vinho branco ao vinho tinto, mas apenas para a elaboração de espumantes, como em Champagne. Podemos dizer que os vinhos rosados começam a vinificação como os tintos, mas terminam como os brancos.
A Wine tem disponível uma grande variedade de vinhos rosados de excelente qualidade, como o Calyptra Vivendo Rosé Cabernet Sauvignon 2008 e o Escudo Rojo Rosé 2010.
Enviado por: Natalia - Categoria: Indicações
30/09/2011 5:07 pm 1 comentários
O Julgamento de Paris
Os filmes são a porta de entrada para uma explosão de sentimentos. Quando uma boa história é acompanhada de belas imagens, diálogos e de uma boa trilha sonora, o filme nos conquista já na primeira cena.
Além de toda magia e encantamento que podem nos causar, muitos filmes também podem nos ensinar bastante sobre os mais diversos assuntos. Como nosso tema preferido é vinhos, esta semana venho com uma indicação que pode ser muito interessante para os enófilos: Bottle Shock, ou O Julgamento de Paris, título que recebeu no Brasil.
Com muito romance entre os personagens, o filme (que é baseado em fatos reais) retrata a história da lendária degustação de Paris, ocorrida em 1976 e que provocou um impacto revolucionário no mundo do vinho. Esta degustação foi o primeiro concurso de provas de vinhos a nível mundial.
Como todos acreditavam que os tradicionais franceses eram imbatíveis, foi uma grande surpresa quando anunciaram os novatos vinhos da califórnia como vencedores. A degustação foi às cegas exatamente para que não houvesse nenhum tipo de preferência por parte dos jurados, o que resultou numa surpresa ainda maior, retratada até de forma cômica no filme.
A história se passa na década de 70 e tem como palco a vinícola californiana Chateau Montelena, em Napa Valley. Gira em torno dos Barrett, pai e filho donos do vinhedo e que são completamente diferentes um do outro. Jim, o pai, é um antigo empresário que apostou tudo o que tinha para realizar o sonho de produzir vinhos. Já o filho, Bo, é um jovem que ainda não tem certeza do que quer fazer da vida. Um dia recebem, junto com outros produtores da região, o convite para enviarem seus vinhos para a degustação às cegas juntamente com vinhos franceses.
O enredo é repleto de confusões, encontros, desencontros e amores. O filme possui imagens realmente lindas e mostra o vinho como uma arte, uma poesia. É uma história incrível contada de forma leve, suave e doce. Vale a pena assistir.
Enviado por: Natalia - Categoria: Indicações
19/09/2011 2:50 pm 0 comentários
Champagne, o vinho da celebração
Muitas pessoas costumam se confundir e chamam todo espumante de champagne, o que é um equívoco. Apesar do champagne ser sim um tipo de espumante, ele é exclusivamente produzido na região de Champagne, na França. Portanto, só podemos chamar de champagne os espumantes produzidos nesta região.
Cenário de muitos dos acontecimentos mais dramáticos da história francesa, Champagne foi por séculos a principal cidade entre o mundo franco-germânico, rota de ligação até Paris e ao Mediterrâneo. Esta localização geográfica levou Champagne a inúmeras guerras e invasões, mas em tempos de paz, era o centro comercial, da realeza e espiritual, isso porque até 1774 todos os reis da França foram coroados pelo Papa na catedral de Reims. Talvez seja esta a razão de o vinho de Champagne estar associado à alegria e ao brinde.
Foram os ingleses que tornaram esta bebida internacionalmente conhecida. Também foram eles que iniciaram a tradição de estourar uma garrafa de espumante no casco do navio em sua viagem inaugural. A maioria dos vinhos de Champagne é elaborada e vendida pelas Maison (casas) ou pelos Négociant-manipulant, cujos vinhos são reconhecidos pelas iniciais NM, estampadas no rótulo.
Para brindar em grande estilo, a Wine lançou uma promoção irresistível do Champagne Irroy: 50% de desconto neste vinho elegante e de classe. Lembrando que os membros do ClubeW recebem um desconto ainda maior, de 58%!
Saiba mais sobre o Champagne Irroy:
Composição:
Chardonnay 30%
Pinot Noir 40%
Pinot Meunier 30%
Comentário do sommelier:
O exame visual do champagne Irroy apresenta a coloração amarelo dourado brilhante. As borbulhas são intensas e persistentes. O aroma lembra torrada, mel e maçã madura. Em boca é intenso, encorpado, cremoso, com boa acidez equilibrada pelo álcool e gás carbônico. Final de boca longo e perfumado.
Par perfeito:
Lagosta grelhada ao molho de espumante, camarões a provençal, frutos do mar em preparações marinadas. Perdiz assada em polenta cremosa, haddock com espaguete, ostras gratinadas.
Enviado por: Natalia - Categoria: Vinhos
14/09/2011 3:33 pm 6 comentários
Dicas para conservar seu vinho depois de aberto
O vinho é uma bebida que pode ser conservada por anos a fio sem perder a qualidade e, em muitos casos, ainda ter o seu sabor consideravelmente melhorado. Mas depois de retirada a sua rolha, o caminho para o declínio é inevitável: o vinho estraga em questão de dias. Mas como conservar uma garrafa aberta que está pela metade? Recebemos essa dúvida via Twitter e resolvemos preparar um pequeno manual para estas horas difíceis. Boa leitura!
Fonte da Imagem: Flickr.
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Vinhos espumantes, champagnes e proseccos
Depois de aberto, não importa o quão caro e bom seja, o vinho espumante não dura nada. Não há como conservá-lo depois de retirada a rolha porque o gás carbônico evapora facilmente em algumas horas. O vinho não estraga de um dia para o outro, mas perde completamente o gás e os aromas. Então, se abrir um espumante, champagne ou prosecco, beba tudo.
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Vinhos brancos
O vinho branco, de modo geral, dura menos do que os tintos. Mas depois de aberta a garrafa, o vinho pode ser guardado de um dia para o outro com poucas perdas, desde que em local frio. Quanto mais quente for o ambiente onde está a garrafa, mais rapidamente os aromas evaporam e o vinho oxida.
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Vinhos rosados
São ainda mais perecíveis do que os vinhos brancos. Prefira não guardar, mas se sobrar, guarde em local frio.
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Vinhos tintos
Há tintos leves e tintos encorpados. Os vinhos leves, de consumo casual para o dia-a-dia, suportam até um dia depois de abertos. Já os tintos mais intensos, carnudos, taninosos e alcoólicos suportam até dois dias, depois disso começam a oxidar.
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Late harvest
Os vinhos de colheita tardia podem ser leves e delicados ou intensos e ácidos, doces e alcoólicos. Os leves suportam bem dois dias e os mais intensos até quatro dias, desde que em local frio.
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Vinho do Porto e fortificados
A lenda diz que vinho do porto dura meses aberto. Mas isso é uma mentira, e muitos restaurantes oferecem vinhos estragados para seus clientes que não são capazes de perceber isso, pois acham que o vinho “é assim mesmo”. Não se engane em pensar que aquela sua garrafa de porto aberta há três meses no armário de bebidas está boa, pois não está. Os portos e fortificados, por possuírem maior teor alcoólico, podem durar até 10 dias. Alguns mais poderosos duram até 15 dias sem perda significativa de qualidade, mas para por aí. Depois disso, o que vem é a oxidação.
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Dicas para melhor conservação
• Vinho armazenado em local frio e escuro conserva-se melhor que em local quente e luminoso;
• Nunca use a rolha que estava no vinho para tampá-lo de volta. A rolha saiu da garrafa, passou pela mão de várias pessoas e ficou sobre a mesa, deve estar suja e imprópria para servir de estanque. Prefira vedantes de metal, que devem estar sempre lavados e inodoros;
• A garrafa ficou sobre a mesa e passou de mão em mão. Portanto, higienize-a com pano limpo umedecido em álcool antes de colocá-la na geladeira;
• Evite guardar o vinho na porta da geladeira, pois é a área de maior impacto e agita demais o vinho, favorecendo a oxidação.
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Enviado por: Diana - Categoria: Indicações
12/09/2011 4:13 pm 3 comentários
5 livros para se tornar um bom conhecedor de vinhos – Parte 1
A leitura é praticamente obrigatória para quem deseja se tornar um bom conhecedor de vinhos. Além da experiência adquirida na prática, ao degustar os vinhos, as informações que estão nos livros, revistas ou artigos na internet são extremamente importantes para quem quer aprofundar o conhecimento sobre esta bebida que é admirada em todo o mundo.
Apreciar uma boa leitura é tão bom quanto apreciar um bom vinho e ainda pode ajudar na hora de escolher qual tinto, branco ou espumante é melhor para cada ocasião. A verdade é que a prática e a teoria devem caminhar juntas.
Existem muitos livros bons sobre vinho, por isso separamos os principais para ajudá-lo a desvendar os “mistérios” do mundo do vinho.
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1) Dicionário do Vinho, o ABC de Baco
Um verdadeiro dicionário com termos do mundo do vinho. São 572 páginas com mais de 17.000 termos listados e definidos com exatidão. Compilado pelos jornalistas Rogério Campos e Maurício Tagliari, que além de enófilo e colunista é também produtor musical. Obrigatório para qualquer apreciador e estudioso de vinhos.
Editora Nacional.
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2) Larousse de Vinho
Um clássico da enciclopédia gastronômica da bebida. Atualizado e adaptado do original francês para o público brasileiro, este livro apresenta os princípios da vinificação, tipos de uva e noções de degustação. Boa parte da obra também é dedicada aos principais países e produtores. Além de todas as informações sobre os tradicionais do Velho Mundo, traz informações sobre os produtos do Novo Mundo.
Indicado para quem está começando e quer se aprofundar no assunto.
Editora Larousse do Brasil.
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3) Atlas mundial do vinho
Hugh Johnson e Jancis Robinson fazem deste livro o resultado de uma análise das particularidades geográficas, climáticas e agrícolas dos lugares onde cada vinho é produzido. Além dos produtores tradicionais da bebida, como França e Itália, o Atlas Mundial do Vinho também aborda países como a Grécia, Canadá e até mesmo o Brasil. Ilustrado com mapas e fotos de altíssima qualidade.
Editora Nova Fronteira.
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4) Os segredos do Vinho – Para Iniciantes e Iniciados
O especialista José Osvaldo do Amarante compartilha com os leitores informações sobre os vinhos, adquirida em trinta anos de experiência na área. É considerado um dos mais completos livros sobre a bebida já editados no Brasil. Ensina os princípios básicos para comprar, armazenar e degustar os vinhos. Traz também dicas de harmonização, explica a preparação dos mais variados tipos de vinhos e outras informações interessantíssimas sobre o tema.
Mescla Editorial.
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5) Guia de Tintos & Brancos
Depois de mais de 25 anos de pesquisa nos principais centros vitivinícolas do mundo, Saul Galvão divide com o leitor o resultado deste estudo em forma de um guia atualizado com informações sobre a produção de vinhos, principalmente no continente sul-americano. Traz uma boa lista de vinhos de vários países que estão no mercado.
Editora Conex.
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Enviado por: Natalia - Categoria: Indicações
5/09/2011 9:53 am 0 comentários
10 de Setembro – Dia Mundial do Vinho do Porto!
Neste sábado, dia 10 de setembro, comemora-se o Dia Mundial do Vinho do Porto. Para não deixar esta data passar em branco, vamos contar um pouco da história desta bebida do Douro e compreender um pouco mais suas maravilhas.
Admirado e aceito mundialmente, este vinho fortificado é produzido exclusivamente de uvas provenientes da região demarcada do Douro, a cerca de 100km a leste do Porto, em Portugal. Régua e Pinhão são os maiores centros produtores, mas as vinícolas de mais alto padrão ficam situadas em quintas mais a leste.
Inicialmente o Vinho do Porto era comercializado somente na cidade do Porto (daí a origem do nome), mas em meados do século XVII, começou a ser consumido regularmente pelos ingleses, considerados os descobridores deste tinto fortificado. A maioria das empresas produtoras foi aberta pelos britânicos. O interesse deles neste vinho era tão grande que, em 1703, Portugal e Inglaterra assinaram o Tratado de Methuen, conhecido também como Tratado de Panos e Vinhos, que dava preferência ao vinho português em relação ao francês.
A procura pelo Vinho do Porto aumentava a cada dia, o que fez com que surgissem as fraudes. Foi aí que começou uma grande crise, pois os ingleses pararam de comprar mais vinhos por conta das alterações na qualidade da bebida. As exportações praticamente estagnaram em meados do século XVIII. Com a crise, os produtores começaram a pressionar o governo para a criação da Compania Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756, que controlava as adulterações no vinho e garantia a qualidade do produto. Atualmente é o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto que assume essa tarefa.
O que torna este vinho tão peculiar é o fato de a sua fermentação ser interrompida com a adição de aguardente vínica. Dessa forma, o açúcar natural da uva é preservado, o que torna o vinho do Porto naturalmente doce e mais forte do que os restantes vinhos.
Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny. A Wine oferece diversos tipos de vinho do Porto de excelente qualidade para você se deliciar com este néctar do Douro.
Uma boa indicação são os vinhos Quinta do Portal Fine:
Vinho do Porto Quinta do Portal Fine Ruby
Tinto de coloração rubi (Ruby), aroma frutado e levemente amendoado. Em boca é doce, tem corpo médio, sabor frutado e redondo.
Harmoniza com queijos, chocolates leves e sorvetes.
Vinho do Porto Quinta do Portal Fine Tawny
Tinto de coloração alaranjada. Aroma intenso de caramelo, marmelo, castanhas. Em boca é doce, tem corpo médio e sabor intenso e amendoado.
Harmoniza com tortas de amêndoas, sorvete e chocolates leves.
Enviado por: Natalia - Categoria: Vinhos
23/08/2011 9:30 am 3 comentários
Quando, como e por que decantar um vinho?
Decantar significa passar suavemente um líquido de um recipiente para outro a fim de separá-lo de um sedimento sólido. O decanter é uma espécie de vasilha para onde o vinho é transferido para separá-lo das chamadas “borras”, que podem surgir no fundo da garrafa. Não dá para saber qual vinho virá com borras, por isso qualquer um que tenha realmente interesse em saborear um bom vinho deve ter um decanter.

Os sedimentos ou borras são naturais e estão presentes em todos os vinhos, mas a decantação é feita exclusivamente nos tintos, especialmente nos antigos que estão engarrafados há vários anos. É importante lembrar que a decantação não serve apenas para eliminar a borra do vinho, ela faz também com que ele “respire”, o que permite a total libertação dos aromas, melhorando o seu paladar.
Os vinhos são filtrados para limpar os resíduos gerados na fermentação: leveduras, qualquer depósito material insolúvel, depósito sedimentar formado no tanque durante o processo de fermentação. Os vinhos não filtrados podem, com o passar dos anos, sedimentar material sólido, sobretudo bitartarato de potássio, cristais e pigmentos. Estes extratos ficam depositados no fundo da garrafa e não causam danos à saúde, mas podem ser desagradáveis, principalmente para as últimas taças, que recebem toda a borra.
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Como decantar?
Para decantar corretamente são necessários alguns cuidados:
- Deixe a garrafa de pé por algumas horas (12 horas é um bom tempo).
- Evite a qualquer custo deitar a garrafa ou balançá-la, pois isso tornará o vinho turvo e nada adiantará decantar.
- Retire toda a cápsula que envolve o gargalo. Sem a cápsula fica mais fácil acompanhar o movimento dos sedimentos.
- Prove o vinho antes de decantar, pois se estiver ruim, você não perderá tempo servindo.
- Com cuidado e lentamente, verta o líquido para o decanter.
- Quando a garrafa estiver no ângulo de 45º, aproximadamente, você verá que quase todo o vinho foi para o decanter, mas que sobrou algo em torno de 70 mililitros dentro da garrafa.
- Este final de garrafa deve ir para uma taça que deve estar ao lado do decanter. É onde estará a borra, caso exista.
- Muitos profissionais usam uma vela ou um foco de luz contra a garrafa na hora de transferir para o decanter, isso ajuda a acompanhar a borra.
- Sirva imediatamente.







