29/04/2010 2:46 pm 0 comentários
O código das uvas – Malbec

Quando pensamos em Malbec, rapidamente associamos a uva à Argentina. Mas, na verdade, seu passado se associa também à região de Bordeaux e ao sudoeste da França, onde ainda é cultivada, em Cahors.
O livro El Malbec Argentino, do autor Gustavo Chorén, afirma que a Malbec chegou à Mendonza em 1853, vinda do Chile junto de várias outras cepas francesas. O primeiro vinhedo de Malbec foi reconhecido oficialmente em 1856, na região de Godoy Cruz.
Seus vinhos costumam apresentar aromas de ameixa, cereja em compota e notas florais e, além do perfume, são densos e escuros. Com taninos menos potentes que os da Cabernet Sauvignon e Syrah, por exemplo, a uva tem boa acidez e pode ganhar complexidade se amadurecida em carvalho. Apesar de os melhores vinhos apresentarem potencial de envelhecimento por vários anos, o ponto ideal de consumo fica entre o segundo e o quinto ano de colheita.
Como destacado também sobre as outras uvas, a Malbec tem características distintas de país para país onde é cultivada:
Na Argentina, a Malbec tem a maior superfície entre as uvas finas tintas, ultrapassando a clássica Cabernet Sauvignon. Os vários Terroirs argentinos oferecem vários estilos e as principais áreas produtoras são Mendonza, Salta, San Juan e Patagônia. Em Mendonza, o vinho é estruturado e pleno, com sabor vivo e taninos maduros. Salta e San Juan originam vinhos de bom corpo, porém menos estruturados que os mendoncinos. Da região da Patagônia têm origem os vinhos mais moderados, de aromas condimentados, notas florais e de pimenta seca, embora o aroma de fruta madura seja o que mais se sobressai.
Na região Francesa de Cahors é denominada Cot. Os vinhos da região são encorpados e densos, com amadurecimento obrigatório em madeira. Com bom potencial de envelhecimento, podem evoluir por mais de 15 anos em garrafa.
No Chile, onde muitos acreditam não haver o cultivo da uva Malbec, ela origina vinhos mais encorpados, ácidos e taninosos que os argentinos. Os vinhos são geralmente loteados com Cabernet Sauvignon, Carménère ou Syrah.
Vejam abaixo um vídeo da profissional Jane Nickles, falando um pouco sobre a uva:
Os Malbecs são companhias perfeitas para pratos a base de carne vermelha, principalmente cortes suculentos e generosos e também para algumas variedades da tão tradicional pizza. Que tal experimentar? Contem pra gente qual é o Malbec preferido e que tipo de prato costumam fazer para acompanhá-lo, quem sabe não colocamos a receita aqui!
Wine.com.br
Enviado por: Diana - Categoria: Uvas
15/04/2010 1:53 pm 1 comentários
O código das uvas – Shiraz
A Shiraz tem como região clássica o Vale do Rhône, na França, e ficou conhecida mundialmente através da Austrália. Por ser uma uva de grande longevidade, seus vinhos podem envelhecer por décadas e ainda assim se mostrarem intensos e vivos. Acredita-se que sua origem tenha sido na antiga Pérsia, sendo depois trazida ao sul da França. Seu nome seria proveniente da cidade de Shiraz, termo utilizado hoje pelos australianos para nomear a uva.
Com ciclo intermediário, a Shiraz é colhida no meio do verão. Sua cor rubi escuro vinoláceo e seu sabor intenso e encorpado garantem aromas de fruta preta, notas de alcatrão e especiarias. Seus taninos são intensos e abundantes, com alta acidez; por isso é uma uva de clima quente, que pode ajudar no amadurecimento dos taninos e na diminuição da acidez. A Shiraz pode gerar vinhos plenos de corpo, e também exemplares levemente condimentados. Quando sua maturação é completa, produz vinhos sedutores e perfumados, mas, em safaras verdes, de maturação deficiente, se torna muito ácida, sem elegância e difícil de beber.
Conhecida por Syrah, na França, pode se apresentar pura, em denominações como Cornas e Hermitage, ou com 15% da uva branca Viognier. Na Austrália, com nome Shiraz, é misturada à Cabernet Sauvignon. Geralmente ela é amadurecida em carvalho, e por isso é par perfeito para carnes de caça, embutidos e queijos fortes.
Como outras uvas que citamos aqui, a Shiraz também apresenta características diferentes de acordo com a região onde é produzida:
Rhône: Em sua região clássica, apresenta aromas de alcatrão e framboesa. Os melhores vinhos podem envelhecer por muitos anos e ganhar bastante complexidade aromática. Ao sul, a Shiraz é mesclada a outras uvas, sobretudo a Grenache. O resultado é um vinho frutado e de corpo médio.
Na Austrália, são dois os tipos de Shiraz: os leves e ligeiros, com aromas frutados e paladar macio, e ainda exemplares robustos e taninosos, que exigem vários anos de envelhecimento. Além de ser excelente parceira de outras uvas, ela melhora muito em contato com madeira americana, preferida dos produtores australianos.
Em territórios Argentinos, a Shiraz tem evoluído ano após ano, e além de Mendonza, região tradicional, San Juan tem originado os exemplares mais frutados e macios.
Nos vales Chilenos, a Shiraz foi negligenciada por algum tempo, mas hoje, o Valle Central e de Limarí origina exemplares vivos, elegantes e robustos.
E vocês, gostam dos vinhos Shiraz? Costumam harmonizá-los com que tipo de prato? Contem para gente!
Se quiserem mais detalhes sobre o assunto, vocês podem encontrar em nossa revista. Para recebê-la, basta se cadastrar em nosso site. Todo mês ela traz matérias e novidades interessantes sobre o mundo dos vinhos. Aproveitem!
Enviado por: Diana - Categoria: Uvas
8/04/2010 11:02 am 0 comentários
O código das uvas – Sauvignon Blanc
Com origem na região de Bordeaux, a Sauvignon Blanc é considerada uma das uvas finas mais nobres do mundo, ancestral da Cabernet Sauvignon. Tem colheita precoce, geralmente realizada logo no início do verão.
Suas características de leveza e frescor são melhores mantidas em climas frios e amenos, pois quando plantada em clima quente, pode ficar descaracterizada, perdendo a elegância e ganhando em excesso um aroma frutado, que pode ficar enjoativo.
Ao invés de carvalho, os enólogos indicam o estágio em tanques de inox, sobre as próprias borras, até para os mais nobres. Por não produzir vinhos para longos envelhecimentos, o consumo ideal dos rótulos fica entre o primeiro e o sexto ano de colheita. Quando jovem, o vinho apresenta coloração esverdeada, que evolui para o palha dourado em poucos anos.
A Sauvignon Blanc pode apresentar características diferentes de acordo com o local onde é cultivada. Confiram algumas delas:
- França: Em sua terra natal, Bordeaux, o vinho costuma apresentar corpo médio, aroma cítrico e mineral.
- Nova Zelândia: O cima frio das ilhas do sul produz ótimos exemplares. Em geral são agudos, animados e com notas agradáveis de ervas frescas e groselha.
- Chile: A principal característica é o aroma de pêssego maduro. As regiões frias como o Vale de Leyda e Casabanca originam os melhores exemplares.
- Califórnia: No Napa Valley a uva é rica, pungente, de caráter frutado com notas minerais.
Dicas de harmonização para os vinhos Sauvignon Blanc são pratos condimentados como carpaccio, peixes assados, peixes com molhos cítricos e comida japonesa. Os queijos que mais se adequam são os de cabra, por apresentarem mais acidez que os de vaca.
Na Wine vocês podem encontrar alguns bons exemplares desses vinhos. Experimentem!
Enviado por: Diana - Categoria: Uvas
25/03/2010 12:12 pm 1 comentários
A Rainha das Uvas
Uva tinta de maior sucesso entre os vinhos, a Cabernet Sauvignon tem origem em Bordeaux e é resultante do cruzamento natural entre as castas Cabernet Franc e Sauvignon.
Por ser uma uva de fácil adaptação e bastante versatilidade, compõe vinhos de vários estilos, misturando-se com variedades como Merlot, Shiraz, Sangiovese e Tenpranillo. A Cabernet é uma uva de ciclo tardio, demorando sempre um pouco mais que as outras uvas para o amadurecimento. Ela se adapta muito bem aos climas quentes e às variedades de solos e talvez seja esse o principal motivo de ter tanta presença nos países do Novo Mundo. No Chile, na Austrália, na Argentina e mesmo no Brasil, é uma das uvas de mais expressão. Outra vantagem é sua resistência contra as doenças que podem afetar o plantio.
Por ser cultivada em vários tipos e países, os vinhos produzidos com a Cabernet Sauvignon podem apresentar características um pouco diferentes.
Em Bordeaux, sua região clássica, ela libera aromas de cassis, ameixa, cedro e charuto, ainda com notas de torrefação. Elegantes, os vinhos têm potencial para envelhecimento e são considerados os melhores Cabernets do mundo.
Os de origem Chilena devem ser consumidos entre um e seis anos, destacando-se pelos aromas de fruta madura como cassis e também chocolate. Em uma das regiões mais tradicionais do Chile, o Vale do Maipo, podem ser encontrados vinhos com aromas de goiaba e pimentão.
Chegando ao Brasil, podemos observar que o Cabernet é o vinho tinto de maior relevância, principalmente pela constante busca dos produtores por melhoras na produção. As uvas são colhidas ao final de Março, e os vinhos costumam ser frutados e de corpo médio, apresentando notas de vegetais.
A harmonização clássica para esses vinhos costuma ser carne de cordeiro. Mas aceitam muito bem embutidos e a tradicional tábua de queijos.
Que tal mais detalhes sobre essa e outras variedades de uvas? Confiram a matéria especial da Revista Wine desse mês. A cada edição, a revista se foca em um tema especial, trazendo matérias, dicas e curiosidades bacanas sobre ele. Além disso, ela traz novidades sobre vinícolas conceituadas, dicas de gastronomia e até o passo-a-passo de harmonizações mais que saborosas. Vale a pena! Para recebê-la, basta se cadastrar em nosso site. https://www.wine.com.br/sign-in.ep
Enviado por: Diana - Categoria: Uvas
18/01/2010 11:28 am 0 comentários
Petite Pearl, a uva que suporta invernos rigorosos!
Pesquisadores de Minnesota, nos Estados Unidos, anunciaram uma nova cepa para vinhos tintos, adequada para suportar frios bastante rigorosos, como os invernos brancos comuns por lá.
A uva é um híbrido de duas outras espécies e seu nome técnico é TP 2-1-24. Porém, em função de seu formato caprichado e harmonioso o nome foi escolhido com mais poesia: Petite Pearl. Tom Plocher, especialista em reprodução de videiras, vinha estudando e desenvolvendo a “pequena pérola” desde 1996, a partir da resistência da planta.
A boa notícia em relação à uva é que além de suportar esses invernos rigorosos, ela consegue amadurecer mesmo nos altos verões do hemisfério Norte. Sobre os vinhos a partir da nova casta, Plocher diz que são de cor intensa, taninos macios e com fruta na dose certa. A Petite Pearl estará disponível a partir de 2010. Agora é só esperarmos pra conferir a novidade!
Fonte: Diário do Comércio SP
Enviado por: Diana - Categoria: Uvas
8/12/2009 12:05 pm 0 comentários
A nobre Tempranillo
Atualmente, a Espanha é o terceiro maior país produtor de vinhos do mundo, atrás apenas da Itália e da França. Mais de 80% da produção do país é originária de 20 diferentes castas, se destacando dentre elas a Tempranillo.
A Tempranillo é uma variedade de uva nobre originária do norte da Espanha, cultivada hoje também em Portugal, Argentina e Chile. Seu nome vem da palavra espanhola temprano, que significa ‘cedo’, e sua maior vantagem é que amadurece antes de outras castas, como a Garnacha, Mazuelo e Viura. Ela recebe outros nomes de acordo com a região em que é produzida: na Espanha é conhecida também por Cencibel (La Mancha), Tinta del País, Tinto Fino, Tinta de Toro, Tinto de Madrid e Ull de Llebre (Catalunha); em Portugal, chamam-na de Tinta Roriz ou Aragonês; e na Califórnia é tida como Valdepeñas.
Normalmente encontramos vinhos que utilizam essa uva em conjunto com outras, mas os vinhos 100% Tempranillo estão aumentando em quantidade de produção. A Tempranillo dá origem a vinhos tintos de elevado teor alcoólico (entre 10,5% e 13,5%), acidez equilibrada, indicados para envelhecimento em carvalho.
Na Wine, nossos clientes podem encontrar vinhos chilenos, argentinos e principalmente espanhóis com a Tempranillo. Como exemplos deste último, podemos citar:
- Baron Del Chirel Reserva DOC Tempranillo 2002 tem sabor de taninos suaves. Envelheceu 21 meses em barrica de carvalho e teve mais 24 meses de afinamento em garrafa.
- Marques de Riscal Gran Reserva Tempranillo 2002 é suave, aveludado, com toques de caramelo e tostado. Ficou 28 meses em barricas de carvalho, com direito a mais 36 meses de afinamento em garrafa.



